O idoso como cidadão é tema de oficina na Campanha de Responsabilidade Social

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Dando continuidade à 11ª Campanha da Responsabilidade Social do Ensino Superior Particular, a Faculdade Laboro realizou nesta quarta-feira, dia 16, a oficina “O idoso como cidadão: como superar as barreiras da cidade e curtir a 3ª idade”, ministrada pelas professoras Maria Zali San Lucas e Jacira Nascimento Serra.

Durante a abertura da oficina, a diretora acadêmica da Faculdade Laboro, Mônica Gama, ressaltou o compromisso da instituição em formar profissionais técnicos, mas acima de tudo cidadãos, visto que o avanço da sociedade depende de cada um de nós.

Na primeira parte da oficina, a professora e geriatra Maria Zali San Lucas, mestre em Saúde do Adulto, o idoso e a acessibilidade. “Mostramos o ator social, que é o idoso, o cenário e o problema, que é o acesso que eles não tem. A maioria dos gestores não conseguem entender as limitações dos idosos e a evolução do próprio processo do envelhecimento. Então não dão condições para que o idoso tenha uma independência e autonomia para ir e vir sem uma ajuda de um terceiro”, disse Zali.

De acordo com a geriatra, a partir de 1960, houve uma mudança na estrutura demográfica do mundo, na taxa de mortalidade e na redução da taxa de fecundidade, o que gerou uma alteração significativa na estrutura estaria da população e um aumento da expectativa de vida.

“Todo indivíduo tem direito a ambientes acessíveis, que promovam autonomia e independência, trazendo qualidade de vida. Neste sentido, os idosos acabam por serem muito afetados pelas inadequações na infraestrutura residencial e urbana”, afirmou Zali.

Já a professora e geriatra Jacira Nascimento Serra, doutora em Políticas Públicas, mostrou o avanço das políticas públicas e que elas não se fazem sozinhas se não formos os atores. “Precisamos entender que vamos ficar felizes por estarmos envelhecendo e temos que fazer casas e cidades acessíveis a esse envelhecimento. É fundamental que o idoso tenha autonomia e independência”, ressaltou Jacira.

A professora explicou que ainda existem aqueles idosos que pensam na velhice como uma fase de recolhimento e privações. “No entanto, em tempos modernos, para muitos idosos, o aumento da qualidade e expectativa de vida e das mudanças de comportamento a velhice passou a ser sinônimo de vida ativa”, disse Jacira.

Oficina

Nesta quinta-feira, dia 17, a Faculdade Laboro oferece a oficina “Como suspeitar o autismo: os riscos autísticos e a importância da intervenção precoce”, que será ministrada pela professora Priscila Sousa Barbosa.